O Ministério do Trabalho publicou nesta segunda-feira (16) no "Diário Oficial da União" a criação de uma sindicância interna para apurar as denúncias de irregularidades na pasta levantadas pela operação Esopo, da Polícia Federal. A sindicância terá 30 dias para finalizar os trabalhos.
Segundo a PF, o suposto esquema de desvio de recursos no Ministério do Trabalho funcionava com a participação do Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania, uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip). A PF informou que o instituto era uma entidade de fachada que mantinha contratos com o ministério para realizar projetos que eram superfaturados ou não eram executados.A operação Esopo prendeu 22 pessoas suspeitas de envolvimento com o esquema. Os desvios, ainda de acordo com a PF, somariam R$ 400 milhões.
Investigado pela operação, o ex-secretário executivo do ministério, Paulo Roberto Pinto, pediu demissão na última semana. Ele se declarou inocente e disse que a demissão era para "evitar constrangimentos".
Na noite de sexta (13), també pediu demissão o secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Sérgio Vidigal. Segundo o ministro Manoel Dias, Vidigal argumentou que não quer atrapalhar as investigações sobre os convênios do ministério.
Dois servidores suspeitos de envolvimento com o esquema investigado pela PF foram exonerados logo depois de deflagrada a operação: Anderson Brito Pereira, que trabalhava no gabinete do ministro Manoel Dias, e Geraldo Riesenbeck, coordenador de contratos e convênios da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego.
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